“Estamos a falar de uma migalha no orçamento de Estado, e entretanto há mulheres a morrer”, afirmou Cláudia Fraga na Conferência Expresso/GSK «Cancro Ginecológico em Portugal. Enfrentar o futuro com esperança», realizada a 20 de setembro, Dia Mundial do Cancro Ginecológico. A presidente da MOG referia-se à desigualdade existente em Portugal no acesso das mulheres com cancro do ovário a medicamentos inovadores.
Recorde-se que estes medicamentos, denominados inibidores da PARP, já se encontram aprovados pela EMA – Agência Europeia de Medicamentos e são utilizados na maioria dos países europeus, mas em Portugal não foram aprovados pelo INFARMED como terapêutica de manutenção para todas as mulheres com cancro do ovário, não estando assim disponíveis através do Serviço Nacional de Saúde. Esta foi precisamente a razão que levou a MOG a organizar a Petição Pública «Nenhuma mulher portuguesa com cancro do ovário deixada para trás», entregue à Assembleia da República, no passado mês de maio.
Pode assistir à gravação da conferência aqui.